<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918</id><updated>2012-02-16T03:19:21.693-08:00</updated><title type='text'>Literatura de Bordel</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>49</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-3015449643165779674</id><published>2010-07-11T19:20:00.000-07:00</published><updated>2010-07-11T19:31:40.416-07:00</updated><title type='text'>Breve descrição d´uma fome incontrolável</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Anseio descrever-te os efeitos que me causas, jovem donzela, com intangibilidade tal&amp;nbsp;de um amor trovadoresco. Ao ver teu corpo, quase que padeço em fome. Sinto-me reprimir os lábios em ação involuntária à doce visão que toma-me os olhos. Atiça-me as narinas, o perfume que oriunda de tua pele. Lembrar de tua anatomia faz-me enrigecer cada um dos músculos, impondo-me ofegante respiração. Minhas mãos, pálidas e desconexas, tremem ao prever o toque em teu dorso e percorrer tua forma esguia. Retraio-me os olhos como quem foge de um plano e, desesperadamente, anseia por encontrar um outro. Encontro-te, portanto, nua, mas apenas&amp;nbsp;em minha mente. Tu me olhas fixamente, esperando que eu entenda cada um dos teus desejos. Desejos que habitam entre o mudo e o eloquente. Escolho pela mudez ao encostar minha mão em teu sexo, quando falha-me a voz, e logo em seguinte pela eloquência, quando utiliso-me da língua para descobrir toda a literatura camuflada em tão bela anatomia. Prazer maior não há que saciar-me as agonias do corpo diretamente da fonte onde nascem. Teus seios me são frutas silvestres propensos a alimentar-me a boca. E à medida que acalmam-se as ondas de minha maré, imediatamente preparo-me para que de ti eu padeça, mais uma vez, numa fome tão incontrolável que nem mesmos as grades do pensamento serão capazes de conter.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-3015449643165779674?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/3015449643165779674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2010/07/breve-descricao-duma-fome-incontrolavel.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/3015449643165779674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/3015449643165779674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2010/07/breve-descricao-duma-fome-incontrolavel.html' title='Breve descrição d´uma fome incontrolável'/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-7674336178652619640</id><published>2010-04-02T17:52:00.000-07:00</published><updated>2010-06-15T18:50:28.788-07:00</updated><title type='text'>Camomila</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/TAPuePuGSxI/AAAAAAAAA-I/3bZ2Bn2RDSw/s1600/1272153083386_f.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/TAPuePuGSxI/AAAAAAAAA-I/3bZ2Bn2RDSw/s320/1272153083386_f.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Eu vejo teus olhos brilharem enquanto tu brincas com as pernas. Tua expressão é obvia porque tua boca é muda. Tu me falas da verdade com a cor desses castanhos que pendem das oliveiras e cheiram como mel. És doce, mas intensa. E deixas claro para que em ti não só aja afago ou cicatriz. O toque, mesmo que leve, em tua pele deve durar e o brusco, mesmo que rude, deve passar como passam as águas de um rio. Ainda olhas para mim e dizes que desejas fugir. Queria eu aprender a língua do teu semblante e perguntar-te o porquê, mas teu desejo é urgente e tuas urgências são literais. É um adeus. Deixo-te partir, partido. De tão passado, particípio. Não sei para onde fostes, nem que idade tens. Tampouco se tu existes, menina dos olhos. Metáfora da vida. Envelheço enquanto espero que tu voltes. Sou duas décadas mais velho, apenas velho. Não coube experiência em meus moídos. Eis a verdade: torna-se experiente quando torna-se evoluído. Eis o erro: parei de evoluir quando percebi que o laço vermelho que levavas na cabeça não sai de um casulo para tranformar-se em ti. Laço. Vermelho. Só. Até que me acostumo com a presença da ausência. O único problema é que ela é cheia de obrigações e te força a cavar da terra infértil pra que nasça flor. Então eu cavo, cavo... e lá no fundo compreendo e compartilho de algum segredo que me é dito essencial : o que se aprende com a idade é que seguir pela contramão também é um modo de seguir. E o perder é uma etapa do encontrar. E o 'entregar-se loucamente' é a ironia para o ' prender-se ao chão '. Então tu caminhas rumo ao horizonte para descer ou subir esta e aquelas ladeiras. Caminhas só. Perdida. Louca. Entregue. Pela contramão. Os carros vão passar e a luz dos faróis vão cegar teus olhos, e são muitas luzes que andam de par em par. Mas ainda não é o teu farol. A essa altura tu não sabes mais o que é norte ou sul. Presumo que jamais soubestes. Pouco importa agora. Qualquer direção servirá para ti, que não sabe aonde ir. Qualquer calor será fogueira e qualquer afago será amor de pai. Mas tu não julgas nem ousas preferir. Tu segues porque, dos ensinamentos que te deram, o único que aprendestes foi andar. Tiro minha cabeça da cova infértil e sinto as décadas regredindo em meu corpo. É o entendimento dos caminhos tortuosos e do fluxo inevitável da vida, que é dinâmica. Queria que estivesses aqui. Vê: da fossa, flores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-7674336178652619640?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/7674336178652619640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2010/04/camomila.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/7674336178652619640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/7674336178652619640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2010/04/camomila.html' title='Camomila'/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/TAPuePuGSxI/AAAAAAAAA-I/3bZ2Bn2RDSw/s72-c/1272153083386_f.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-5656676001085327221</id><published>2010-03-30T13:38:00.001-07:00</published><updated>2010-06-15T18:54:28.129-07:00</updated><title type='text'>Tua âncora</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;trebuchet ms&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Sabe-se lá o que é que, de repete, faz engatar as engrenagens deste barco que é movido para longe do cáis. Tu sentas docemente entre as almas do teu refúgio e pensas que tua base é tão firme quando a decisão do teu coração em ficar. Mas não te esqueças que, em breve, entrarei por aquela porta como quem abre o teu destino, os teus mistérios e as tuas pernas. Tu serás minha novamente e a possessão do teu corpo é a certeza de que sou eu o domínio completo do peso da tua âncora. Entro agora e o a retiro em um sopro e tu voltas comigo para o meio do oceano, perdida. Lembra-te da sensação de como é estar distante do teu porto. Lembra-te de que minha segurança é segurar-te e assegurar-te o calor dos meus braços em meio a fúria de Poseidon. É aí, então, que domino o teu corpo cujos caminhos eu sei da cor e de cor, devido a tua constância. Sou eu quem mudo com a lua. Sou eu o marinheiro do tempo. Por isso é a ti que recorro quando as noites são solitárias e meus olhos, foscos, necessitam dos teus abrigos. Há possessão. Meu corpo sobreposto ao teu. Percebo que em ti combinam os tons avermelhados, que sobressaem à brancura da tua pele de seda, a qual não toco por partes pelo medo de calejar-te com a marca de meus rudes dedos. Olho-te enquanto não descubro o modo de possuir-te por inteiro, restando só a marca do teu vermelho que escorre como sangue e faz do meu corpo um sacrifício pagão da tua beleza, a deusa da minha idolatria. Semelhante ao absinto, bebo-te e sinto o quão quente é o teu gosto. Por isso escrevo meus versos em tua pele, em teus seios, em tua boca e me afogo em teu horizonte efervescente disfarçado em puro mármore. Depois que meu corpo se alimenta do teu, abraço-te forte e permito-te ir. Tu voltas, inerte, ao lançar da tua âncora. Voltas para morrer em tuas dúvidas, certa de que sentir - amar, o&lt;b&gt; &lt;/b&gt;mar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;trebuchet ms&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; - é deveras imprudente. Tu sentarás novamente sob a sombra de tua falsa segurança, de tua falsa compreensão, de tua falsa certeza. Ficarás assim até que eu, marinheiro, volte. Afinal, sabe-se se lá o quê é que, de repente, faz engatar as engrenagens deste barco que é movido para longe do cáis.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-5656676001085327221?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/5656676001085327221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2010/03/blog-post.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/5656676001085327221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/5656676001085327221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2010/03/blog-post.html' title='Tua âncora'/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-5246420807977196242</id><published>2010-03-07T19:08:00.000-08:00</published><updated>2010-03-07T19:28:29.273-08:00</updated><title type='text'>00:27</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Inquieto, vago pelo espaço. Toco a nuca, deslizo abruptamente os dedos pelas extremidades das orelhas enquanto miro a janela, distante e absorto. Dou passos que parecem não decifrar o comando cerebral: tortos, desrumados. Balanço as pernas e semicerro olhos e mãos, num princípio de desespero. Daí é quando decido que devo sentar e contar a mim mesmo essa estória, sem qualquer hipérbole literária ou efeito de dramaturgia. Sem ensaio. Começo falando sobre o tempo, que corre solto. &lt;em&gt;Tic tac,&lt;/em&gt; e lá se vão os dias. Fogem como crianças malvadas. E prossigo com minhas necessidades urgentes, que, pelo caráter de urgentes, não podem ficar para trás. Megalomania de agora, um imediado imediato, irremediável. Balanço a perna. Estalo o pescoço. A luz do corredor brilha por debaixo da porta, sorrateira. Olho para o lado e me admira a ironia de haver uma calculadora. Nada surpreendente, diria previsível. Mas não se deve brincar com metáforas, li isso em algum livro. Então lembro a mim mesmo de que não é ciência, nunca foi. Não vou caber em fórmulas. Maquininha inútil. Eu falo é de coisas maiores, de palavras, de palavras tão proibidas que nem palavras ousam nomear. Coisa complexa. A chuva cai. Ouço atento. Bonito e real, uma vez que não estou usando hipérbole. Nem estou usando nada. A inquietude vem desnuda, sem adereços. 00:27, a cabeça dói. Cedo, mas tarde. Tarde para muitas coisas. Tarde para ser 00:26, tarde para... &lt;em&gt;tic tac,&lt;/em&gt; lá se vão so dias.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-5246420807977196242?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/5246420807977196242/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2010/03/0027.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/5246420807977196242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/5246420807977196242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2010/03/0027.html' title='00:27'/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-5136609633752714091</id><published>2010-02-15T10:27:00.000-08:00</published><updated>2010-03-07T12:26:34.623-08:00</updated><title type='text'>É amor, esse barulho infernal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Atenção a tuas vírgulas; não seria de bom grando que existisse qualquer sargaço emaranhado à tua interpretação. E revise, um por um, os teus advérbios. Não seria produtivo que algum équivoco tomasse lugar à ocorrência de tamanho modo e intensidade: vagarosamente, poeticamente minha língua em teu pescoço, investigando o oriçar dos teus pelos como reação automática ao toque quente da minha saliva. Dispa-te com abstração, para que o teu gosto seja concreto. Gosto de terra. Gosto de pó. O que torna interessante esse amor poético é a anarquia com que as palavras se rebelam contra o peso que trazem os termos, profundamente dramáticos e enfadonhos. Amor e poesia são almas livres da natureza. Voam sem pedir permissão e pouco se importam caso desabriguem e destronem da imponência maestral o que é dito como sensato e moral. Amor é desarranjo. Violino estraçalhado pela ímpeto da fúria. Equilibra-se ao convívio das boas maneiras e exatidões plenas, dos números. Números: coisa imprecisa. Você não entende. Me olha com essa cara boba dizendo que as sinapses desligam à medida que o sono vem. Olha pra mim antes que as tuas pálpebras fechem, antes que a luz do sono interfira na tua tênue lucidez. Tu és como uma criança cheia de volúpia, mas que pede silêncio quando é hora de dormir. Mas antes que teu mundo encontre o horizonte de morfeu, escute: é amor, esse barulho infernal. E não há recanto nos sonhos, não. Amor é coisa surreal e está para fora na mesma proporção que está para dentro. Fluxo contínuo. Não balbucie. Não Fuja. Crianças não devem temer. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-5136609633752714091?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/5136609633752714091/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2010/02/atencao-tuas-virgulas-nao-seria-de-bom.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/5136609633752714091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/5136609633752714091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2010/02/atencao-tuas-virgulas-nao-seria-de-bom.html' title='É amor, esse barulho infernal'/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-5515982881876855962</id><published>2010-01-10T04:38:00.000-08:00</published><updated>2010-01-12T08:51:50.318-08:00</updated><title type='text'>Fragmento - A voz de um leão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Acordai, bela moça cujos cabelos são medusas a esses olhos que vasculham, calejados, as entradas de vossas elétricas ribeiras. Vede como o sol brilha a vossa espera e desenha sombras no borbado difuso de vosso destino. Vede.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-  Como sombras que se dissipam, o que é claro se transforma em turvo e minha visão, embaçada em fosco veneno, confunde vosso olho, senhor, que fala-me e penetra-me as entranhas como punhais que anseiam o meu sangue, gota a gota, como por necessidade dessa épica ânsia que vos consome em rajadas de som e fúria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não ouseis vós pensar que minha sede do vosso corpo vos retira o sopro imaculado da pureza pela qual foi concebida a vossa alma, pois sois vós um lírio do qual as pétalas me banho em noites de murmúrio, mas percebei vós que é dessa sede a razão pela qual roubo vosso sonho como um ladrão de pensamentos para que esteja cravejado tão quieto no silêncio do vosso sono.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sabeis que não é correta ,a quietude, sabeis! Negais a verdade pois tendes medo de descobrir que o verdadeiro amor se esconde nas entrelinhas da loucura. Tendes medo de que o amor tome o lugar da espada e a guerra mude seus rumos. Tendes medo de que o mundo saia dos trilhos e vosso coração crie um novo modo para que giremos desconexos à qualquer eixo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-  Verdades ásperas saem de vossos doces lábios e dilaceram-me com intensidade mesmo maior que minha mais feroz batalha e disso bem sabeis. Entendei vós que é na quietude de nossas almas que o mais nobre veneno se dissipa na terra fértil para que dele nasçam resquícios de um amor o qual devemos regar com água límpida e silêncio. Esta coisa, o amor, necessita de calma, motivo pelo qual é cultivado sempre em meio aos campos onde a relva não molesta o fruto em sua raíz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não pode haver calma no coração de um leão. Os espaços vazios serão preenchidos com luz e som e cor... olhai o céu. Levantai. Percebei como brilha, o sol. Há inquietude mesmo em sistemas que obedecem à órbita, e vós sois livre, então vos inquietai para o amor que, em um sopro de vida, penetra em tuas narinas como que desperta o desmoronar de pedras inertes para que fluam como o rio que passa por debaixo do carvalho ancião.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Beijai minha boca sedenta para que o medo em meu coração aumente, portanto, de modo a abalar a inércia de minha quietude. Mostrai-me o frenesí de vossa alma selvagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-  Fechai vossos olhos reticentes. Senti o ácido percorrer vossos poros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Queima-me as veias, vosso ácido. Como que...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Calai-vós.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Como que...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sabeis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Amor de leão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Vossa alma ruge [...]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-5515982881876855962?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/5515982881876855962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2010/01/fragmento-voz-de-um-leao.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/5515982881876855962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/5515982881876855962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2010/01/fragmento-voz-de-um-leao.html' title='Fragmento - A voz de um leão'/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-7287628169024586334</id><published>2009-12-27T12:17:00.001-08:00</published><updated>2009-12-27T13:10:47.583-08:00</updated><title type='text'>Frenesí.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Orfélia entra na sala principal em passos amplos e sem sincronia. Seus olhos vasculham o ambiente como quem procura enxergar a essência das coisas, a pele por detrás da pele. Desespera-se ao perceber que alma é coisa volátil e, caso a a moradia do espírito seja fraca, a essência se esvai, deixando tão somente a casca ornamentada de heróicos passados e brados feitos. Seu olhos fotografam as máscaras que riem e gesticulam na sala de estar, ao mesmo tempo em que questiona o modo pelo qual o movimento pode não ter vínculo com a vida, se são engrenagens programadas ou atos reflexos do tempo em que conteúdo e continente coexistiam. Sobe as escadas em um repente e, pisando forte nos degraus, assegura-se de que é preciso um pouco de barulho e frenesí para que que estrelas brilhantes despertem do confortável abrigo que é a falta de caos. Orfélia não permite que tudo que brilha se torne fosco, porque acredita na missão porque as coisas são coisas. Por isso o caos. Por isso o movimento é, porque tem de ser, o que vincula a vida às engrenagens. Apressa os passos e visualiza um grande muro branco em sua frente e percebe a ironia do momento, pois sabe que não há nada mais intransponível que o neutro. Então, com mãos frenéticas, desenha sobre a alva construção, em tinta óleo. Óleo que vem das mãos. Da pele suada. Do corpo moreno. Desenha uma arte abstrata, sem medidas plenas, nem rimas certas, uma vez que ninguém é capaz de ler uma pintura. Pinturas são dançadas e interpretadas pelo improviso. O antigo muro branco, portanto, cedeu de intransponível a permeável. Começa a circular o caos. O conteúdo retorna ao continente. E a vida continua a caminhar de forma pouco linear, porque existe uma missão para que vida seja vida. E ela é.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-7287628169024586334?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/7287628169024586334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/12/frenesi.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/7287628169024586334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/7287628169024586334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/12/frenesi.html' title='Frenesí.'/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-2707977171409979278</id><published>2009-12-21T12:38:00.000-08:00</published><updated>2009-12-22T08:36:49.091-08:00</updated><title type='text'>Maria.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Maria adentra o quarto nua, como quem me atiça a alma. Desfaço as malas com o fervor com que desfaria tudo, sem qualquer pudor. Desataria qualquer nó sobre ela. Agora entendo essa coisa toda de laços: primeiro você constroi, mas não para durar. Você laça para deslaçar. Para sentir o gosto do processo, da recíproca, do desencontro. Provar do ódio, até que chegue o amor, ou diluir o amor em fragmentos de ódio, porque ninguém é bom, nem mau. Todo mundo é mestiço, altamente volátil e volúvel. É isso que me encanta em Maria, esse jeito tão humano de mostrar as feridas. De subir as escadas e implorar, nua, para que eu fique, e eu fico. Por ela. Nela. Levanto num ímpeto e não sei quem é Maria e quem é desejo, são o mesmo. Destinguo algumas lágrimas que escorrem absortas em pensamentos e caminhos próprios e vagam por entre seus seios. As lambo como quem se alimenta, e logo percebo que o lugar por onde elas passam é a areia do mar. Gota por gota. Maria agora é a praia. Mergulho fundo e seguro-lhe os seios, que, decerto, são duas ilhas remotas, embora na palma de minhas mãos. Com Maria faço amor ao som de gemidos, que são brisas. Possuo seu corpo inteiro, que é colonização. E, em sua pele, deixo marcas, que são tatuagens tribais. Maria é um gozo de vida, que é a própria vida. Refaz-se o laço no enlaço do nosso amor. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-2707977171409979278?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/2707977171409979278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/12/maria.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/2707977171409979278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/2707977171409979278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/12/maria.html' title='Maria.'/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-5088060987718945731</id><published>2009-10-25T17:28:00.000-07:00</published><updated>2010-04-01T07:07:23.995-07:00</updated><title type='text'>Espasmo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/SuTzkiBZw5I/AAAAAAAAAiw/Ojci6rP2PVA/s1600-h/DSC00517.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396706062430225298" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/SuTzkiBZw5I/AAAAAAAAAiw/Ojci6rP2PVA/s400/DSC00517.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Agora sei que são os olhos teus, essas curvas. E teu corpo é, para mim, movimento involuntário. O embaçado é tua nitidez que vejo tão complexa na simplicidade de tuas formas, embora sejas barroca, sorrateira, escorrecgadia. E mesmo quando fujo, és tu o escape. &lt;strong&gt;Curvas de entrada. Curvas de saída.&lt;/strong&gt; As redondezas&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt; És tu quem me permeias com um ar que me sai pelas narinas, coisa essencial, metabolismo energético, catabolismo, anabolismo, canibalismo, fome de teus trejeitos hiperbólicos que superam, dominantes, os meus eufemismos efêmeros, recessivos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-5088060987718945731?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/5088060987718945731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/10/sao-os-olhos-teus-essa-curva.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/5088060987718945731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/5088060987718945731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/10/sao-os-olhos-teus-essa-curva.html' title='Espasmo'/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/SuTzkiBZw5I/AAAAAAAAAiw/Ojci6rP2PVA/s72-c/DSC00517.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-2405203927891047240</id><published>2009-10-13T08:28:00.000-07:00</published><updated>2009-12-28T06:07:07.393-08:00</updated><title type='text'>Por fin, estoy seguro que vuelves.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Decerto te surpreenderás ao saber que tuas manchas são feridas inteiras à meia luz dessa cidade, na madrugada de alguma sexta, diazinho qualquer. Tomarás uma dose de tequila para que sintas o álcool te escorrer a garganta como quem rasga uma seda maltrapilha. Andarás sempre seguindo o teu jeito de nada nunca seguir. Solta. Fera. Força da natureza. Quando tropeçares ouvirei trovões daqui - lugar de onde te observo. Verás luzes as quais não sabes se lâmpadas ou lua. Nada te importarás tanto quanto pessoas que passam, que riem, porque tu gostas de voz, de um de tom ou aveludado ou roco ou rude. Só sei que gostas. Cansada de andar, tu voltas. Abres a porta. Me olhas e diz que sou eu quem faço do amor essa ' coisa' indigesta e difícil; que sou eu quem te inquietas por não compreender- te em tua maneira excessiva de querer; que sou essas rugas na tua cara. Dizes e dizes. Quando não tens mais palavras, te calas. Apagas a luz e voltas pra mim, porque é no silêncio entre a última palavra dita e nossas linhas subentenditas que explicitas o quão porto eu sou pro teu cais. E é só isso que entendo da tua boca : a porta fechada e o teu ombro no meu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-2405203927891047240?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/2405203927891047240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/10/decerto-te-surpreenderas-ao-saber-que.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/2405203927891047240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/2405203927891047240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/10/decerto-te-surpreenderas-ao-saber-que.html' title='Por fin, estoy seguro que vuelves.'/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-2177206570876938714</id><published>2009-10-04T10:17:00.000-07:00</published><updated>2010-01-12T09:41:03.901-08:00</updated><title type='text'>Dos morangos de Maria se aproveitam as hortelãs</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A seca também passou por aqui, Maria. Não penses que só tua plantação de morangos apodreceu. Minhas hortelãs anseiam por água fria, assim como eu, como nós, todos secos e quebradiços [...] mas foi na terceira vez em que mordi teu lábio inferior que percebi a nossa fonte. É na minha boca, Maria, que o líquido da tua saliva nos cai muito bem. Ta aí a chuva, menina, em nosso ósculo. Quando desci ao teu pescoço, Maria, tudo estava híbrido: teus morangos e minhas hortelãs. Cuidamos tanto dessa horta e esquecemos de que és tu a minha flor, não é? Deixa-me regarte pétala por pétala. Usar-te-tei tantas mesóclises que em meio à nós só caberão pronomes, compreendes? Pró, de antes, e nome, de Maria? Te recordas? Nosso pronome é amor, menina. Retos, obliquos, transversais, transcendentais. Não à toa que sempre acordas com o gosto de meus verbos em tua boca. Esse, de hoje, chama-se querer. Está no imperativo. Queira-me. E, sem demasiadas redundâncias, só me possuas se assim quiseres . Que sempre queiras, Maria-flor, me sempre queiras [...]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-2177206570876938714?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/2177206570876938714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/10/seca-tambem-passou-por-aqui-maria.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/2177206570876938714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/2177206570876938714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/10/seca-tambem-passou-por-aqui-maria.html' title='Dos morangos de Maria se aproveitam as hortelãs'/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-8243679991823757328</id><published>2009-10-03T16:47:00.000-07:00</published><updated>2009-11-24T10:37:44.845-08:00</updated><title type='text'>Verbalízame</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;[...] Y lo que más me gusta es ver los pelos de tu cuello bailando lentamente todas las veces que mi boca caliente dice nuestros versos viejos cerca del oído tuyo, como créo que la mayor poesia es el resonar de tu sonriso cuando devuelves a mi todo lo que te di: los abrazos que llevaron mi cuerpo contigo; y por la noche, cuando salimos del mundo para volvermos a la seguridad, acuéstate cercano y siente como el corazón va a hacer menos lluvia para que nuestra frecuencia encontre su movimiento uniforme de salir del alma tuya y viajar por mis intenciones, intensidades y venas. Entonces nos quedamos así sólidos, compatibles, literales, tan abiertos como fuimos un día. No hoy. No ahora. No aquí. Pero sí cuando anduvimos y estuvimos más cerca que lejos. Como de nuevo hoy. Como de nuevo ahora. Como de nuevo aquí. Con toda la voluntad de comprender el juego que hace de mi siempre lleno de ti, no como palabras de un diccionario, allí, inflexibles, pero como el propio amor, que a todos enganó, porque nunca fue un verbo de acción, pero sí uno que hace puentes, tan solamente puentes. Por eso, ¿ por qué te preocupas en saber como soy juntando mis vocales y consonantes ? Mirame. Escuchame con ojos. Traduceme con ojos. Sólo con ojos, tus ojos [...]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-8243679991823757328?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/8243679991823757328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/10/verbalizame.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/8243679991823757328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/8243679991823757328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/10/verbalizame.html' title='Verbalízame'/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-4616530920683904373</id><published>2009-09-25T21:51:00.000-07:00</published><updated>2009-09-25T22:31:04.814-07:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando o fogo da lareira apagar eu vou saber que fostes. E não é de agora, não. Fazia um tempo desde que há muito só houvesse um corpo ali, deitado, ou andando pela casa procurando algo pra gastar os dias. Agora que não tem fumaça eu sei que é chegada a hora de partires e me deixares suas reticências, de conheceres um mundo novo para o que chamamos de reciclar. Mas somente vá. Faças o possível para não deixares rastro. Lave-se bem, pela última vez, no banheiro do quarto. Só saias de lá quando estiveres seguro de que tua água escorreu pelo ralo e teu perfume enfraqueceu nas roupas da minha, antiga nossa, gaveta marfim. Não quero acordar e ter você no lugar da brisa, não mais. Não depois de ter provado toda a sua essência. Não depois de meu corpo já ter sido teu abrigo e minha pele o cobertor. Por que não podes apenas sair? Sem rastros? Sem fome? Sem sua boca querendo a minha com a finalidade de um começo? Preferia, ainda assim, que me deixasses tudo mas levasse seus pontos, os três. Quem dera eu se vírgulas nascessem do nada pra dar pausa ao nosso tormento; &lt;i&gt;respira, respira que lá vem a onda.&lt;/i&gt; Mas não, são sempre suas reticências que nos empurram para o não-sei-onde, não-sei-o-quê. Leves as dúvidas leves. Partas e me parta. Feches a porta. Então vá [...]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-4616530920683904373?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/4616530920683904373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/09/blog-post.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/4616530920683904373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/4616530920683904373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/09/blog-post.html' title='...'/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-4529617703476669663</id><published>2009-09-19T17:38:00.000-07:00</published><updated>2009-09-19T18:19:02.056-07:00</updated><title type='text'>O que nos une é o piegas.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei se lembras, mas em algumas madrugadas eu acordei pra escrever você. Descrever, na verdade, o jeito como sua boca oscilava leve entre o travesseiro macio e a fronha branca, ou a maneira sutil com que as suas pernas me entrelaçavam a noite, como quem busca saber no inconsciente que eu sempre estaria ali. E estava. Por você. Me pego pensando, às vezes, de onde essas palavras saem em mim e percorrem você; devem ser ondas mecânicas que nos usam de intermédio para se propagarem, onde em você tenho ligação direta, fluxo ininterrupto. Então mais uma vez pego a caneta sob o criado-mudo, que tantas outros já prozeou comigo, e recomeço a escrever. Dessa vez percebo algumas irregularidades no tom do seu cabelo, deve ser porque sempre deitamos do mesmo lado contra o sol. As pontas mais claras indicam as horas em que os raios incidiam nas partes em que meus braços ainda não conseguiam te domar, tão fera, tão forte. Mas não ali, não deitada na minha frente e de olhos fechados. Quase uma natureza morta, viva em mim. E, depois de minhas análises semióticas sobre as formas do seu corpo, sempre vinha a manhã para me dizer que a minha natureza ganharia movimento. Era quando eu te descrevia nas coisas simples, como andando desconcertada pela casa procurando alguma coisa que nem você sabia se existia, mas era tão bonito o rastro da sua busca, ficava sempre algum perfume que nunca era comprado, era o cheiro e o gosto que eu provava quando você queria que eu provasse. Mas, quando longe, só não acho justo o modo parcial com que o vento me trás suas periódicas lembranças sem a opção de não poder ouvir ou não quero lembrar, afinal de contas o ar que te transpõe é o veículo que me contempla de nectar divino passageiro, deixando, ao final de cada estação, minha fome do seu corpo aprimorada e necessária. Só não se esqueça de que também te afeto. Mais leve, sim, mas sou eu essa brisa para qual abres diariamente as longas janelas polidas em marfim. Assim como sou eu o arrepio que, por conseguinte, te causo e a dor que, para nossa cura, te atormento. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-4529617703476669663?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/4529617703476669663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/09/o-que-nos-une-e-o-piegas.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/4529617703476669663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/4529617703476669663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/09/o-que-nos-une-e-o-piegas.html' title='O que nos une é o piegas.'/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-8702131845209690133</id><published>2009-08-16T15:29:00.000-07:00</published><updated>2009-08-24T13:19:48.281-07:00</updated><title type='text'>Sem nome, só toque.</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Não escrevo mais para não morrer. Agora, enfim, escrevo porque o preciso em descrever-te para memorizar-te nos dias em que tua presença for ausente em mim. Começo dizendo que agora há vida de modo literal: ouço o frenético pulsar do meu sangue - antes tão enrijecido pelo tempo de ócio. E também há desejo e infinito. Descrevo a epifania como dedos na minha nuca enquanto o vento batia entrecortado e sorrateiro pela janela da sala branca. Eu podia escutar, mesmo que leve, nossas respiracoes ofegantes ficando mais falhas devido a proximidade com que nossos olhos se fitavam profundamente: os dela me querendo racionalizar, e os meus os buscando apenas sentir sem delongas ou inexpressivas interpretacoes. De outras duas coisas me lembro bem: da sensação térmica de calor que me percorria por osmose devido ao corpo que me encostava em superfície e de seus cabelos que me lembravam figuras poéticas da imensidão do mar. Dessa vez, e só dessa vez, não fui capaz de resistir. Logo eu, tão exato, tão racionalmente logaritmo me deixei levar pelas palavras, que são sempre deveras subjetivas e maleáveis. Mas depois da entrega há os benefícios, como os calafrios quentes ou as noites ensolaradas em que arranco-te voluntariamente os arrepios da  nuca enquanto entendes o que eu digo sem nada entender;  Quando me traduzes com beijos e abraços, uma tradução literal e universal: quando dois corpos atraidos se encontram e pressupoem saber onde devem permanecer as virgulas, só pra regular o momento certo de respirar, e depois da respiração, um momento repentino e completo de ar, voltamos à taquicardia e ofegância. &lt;b&gt;A&lt;/b&gt;&lt;b&gt;final, o quê é o amor se não esse modo irregular com que você regularmente me modifica? &lt;/b&gt;E então percebo que desisti do &lt;b&gt;eu&lt;/b&gt; para nos ser, ser nós. A gente. Tão simples como leio em romances românticos. Ora, vivamos de amor, então. Termino, enfim, descrevendo minha sensação de fluído transcendental: após uns e outros toques eu ainda estava ali, parado, mastigando a impressão do teu perfume que ficou na minha boca. Discordando do próprio relógio, dos ponteiros, do tic tac do envelhecer. Meu tempo anda disconexo, amor. Não seria você aquela estrela no céu?  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-8702131845209690133?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/8702131845209690133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/08/sem-nome-so-toque.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/8702131845209690133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/8702131845209690133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/08/sem-nome-so-toque.html' title='Sem nome, só toque.'/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-318608750739964519</id><published>2009-08-08T07:15:00.000-07:00</published><updated>2009-08-11T12:10:47.019-07:00</updated><title type='text'>Sargaço mar</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;De todas as inutilidades, a maior é se esconder. Não que não seja cômodo, mas não há segurança quando se ama, nem certezas, nem exatidão. Nada funciona em código binário ou conta de mais. &lt;em&gt;Amor são equações complexas que, no final, ninguém consegue resolver&lt;/em&gt;. Amar não envolve raciocínio lógico: ou sente ou não sente. Ou toca ou não toca. Faz parte do grupo das humanas e permeia filosofia e arte, sublimação e loucura, encostas e penhascos, nunca solo firme, nunca planície. Ao contrário, qual a graça ou felicidade de ouvir ' não resitas, pobre mortal, não há forças para negar o que criastes no peito' se sabes que não vais morrer de amor? A graça é morrer e continuar vivendo. Por isso me entrego sem delongas ou reminiscências de culpa: sempre fui fraco nessa coisa de coração. As chamas que ardem em mim não arrefecem com o tempo ( quem dera eu não houvesse só combustão... ). Por isso me permito à possessão. &lt;em&gt;Faça desse corpo, amor sagaz, o templo de teus cultos secretos para evocar o infinito. &lt;/em&gt;Decerto, render-se é a única saída que não exija raciocíonio, nem tempo, nem esforço, uma vez que, decerto, não fui o primeiro a me afogar nas águas desse sargaço mar de amor. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-318608750739964519?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/318608750739964519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/08/sargaco-mar.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/318608750739964519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/318608750739964519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/08/sargaco-mar.html' title='Sargaço mar'/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-1397369524188734151</id><published>2009-08-06T10:08:00.000-07:00</published><updated>2009-08-06T10:26:37.136-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/SnsSM3YqBqI/AAAAAAAAAcU/fbR7qpnq2rY/s1600-h/Imagem+080.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366903393177175714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 192px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/SnsSM3YqBqI/AAAAAAAAAcU/fbR7qpnq2rY/s400/Imagem+080.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu nunca me basto. Não caibo em mim mesmo. Não comporto minhas próprias víceras. Sou frenético e lúdico. Não gosto de constâncias. Me irritam eufemismos. Gosto de processos cujo resultado não passam de pássaros que voam sem direção. Passarão, passarinho.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-1397369524188734151?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/1397369524188734151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/08/eu-nunca-me-basto.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/1397369524188734151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/1397369524188734151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/08/eu-nunca-me-basto.html' title=''/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/SnsSM3YqBqI/AAAAAAAAAcU/fbR7qpnq2rY/s72-c/Imagem+080.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-4889583548035511169</id><published>2009-08-01T18:14:00.000-07:00</published><updated>2009-08-05T17:26:41.940-07:00</updated><title type='text'>Considerações para o outono.</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Acontece que nos acostumamos com nós mesmos e agora nos achamos comuns; levantamos todos os dias com o mesmo pé. Tomamos café sempre nas mesmas cadeiras e as notícias se repetem em março, maio e junho. Somos a constância dos meses que nos engolem cruéis. Não peço que sejamos mutantes coloridos em dias cinzas, apenas clamo para que me acolhas lentamente durante a calada fria da noite quando ouvires meus murmúrios quase inteligíveis de quem anda cansado demais. Que sejamos literais nessa coisa-amor. Que me sintas com a ponta dos dedos macios e percebas que cada curva é um símbolo em língua morta esperando por tradução. &lt;strong&gt;Saibas traduzir-me sem prévias ou póstumas delongas. &lt;/strong&gt;Que sejamos leves, muito embora firmes, para que resistamos ao vento que ora vem do leste, ora do oeste - sem contar quando nos invade pelo norte e des&lt;strong&gt;norte&lt;/strong&gt;ia uns e outros horizontes ditos fixos; o que não se percebe é que movem junto às montanhas, que, enfim, pouco importam agora . . . e, antes que eu esqueça de novo, que deixemos fluir esse barquinho despretensioso cor-de-mar. Que dure enquanto durar, pois o amanhã são pleonasmos e nós, metáforas do que costumamos ser: essas folhas que caem em todo final de outono e alaranjam o chão de giz. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-4889583548035511169?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/4889583548035511169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/08/pequeno-pedido-de-final-de-outono.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/4889583548035511169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/4889583548035511169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/08/pequeno-pedido-de-final-de-outono.html' title='Considerações para o outono.'/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-8351239432093289121</id><published>2009-07-29T09:02:00.001-07:00</published><updated>2009-08-05T17:27:36.080-07:00</updated><title type='text'>O que foge à semântica de nós.</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Questiono-me por que escrevo ainda nesses dias de completo murmúrio. Eu poderia apenas escrever para não morrer de tédio ou de entrevamento ou de velhice, mas escrevo para não morrer de frio ou fome ou fé ou de qualquer outra coisa em que se acredite para continuar existindo. Talvez ainda escrevo para fazer religião com o que é divino e sobrenatural e então religar-me com as coisas que transbordam e transcendem, como a própria palavra. Escrevo para amar-te, por fim, por intermédio de meus lirismos não sei se doces ou ásperos, mas de qualquer forma consigo materializar-te cada vez que me entrego em suas mais profundas descrições narrativas. &lt;em&gt;Dilacera-me com a palavra no corpo, na alma.&lt;/em&gt; Te quero olhar por entre os olhos e perceber cada profunda marca que cravei ao morder voraz tua pele branca de menina moça. Te quero mostrar essa imensidão: o que vês é o plano de fundo que criei para ilustrar o desespero da minha necessidade-loucura, paixão-compulsão. O resto são hipnozes do peito teu que me invandem como cães que atiçam meus instintos, sempre todos no cio. E no finalzinho da tarde, o nosso crepúsculo, vejo o quão bom é morrer de amor. Mas como não poderia com você baralho, barzinho, cigarro ? Você, vício .&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-8351239432093289121?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/8351239432093289121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/07/entropia.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/8351239432093289121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/8351239432093289121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/07/entropia.html' title='O que foge à semântica de nós.'/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-4651063447058529657</id><published>2009-07-24T16:26:00.000-07:00</published><updated>2009-07-25T10:48:05.275-07:00</updated><title type='text'>Memórias tristonhas do fim da estação.</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Olha, &lt;em&gt;já &lt;/em&gt;não temos mais tempo. Digo ' &lt;em&gt;já &lt;/em&gt;' sem ao certo saber se algum dia tivemos algum, mas se tivessemos pouco, temos menos ainda agora. O que vou lhe falar são memórias tristonhas, coisas piegas, amores cadelos unilaterais. Não que eu não tenha sido assim desde de 1983, mas fim de estações mudam coisas e coisas mudadas mudam pessoas. Somos gente, não somos? A idade foi chegando e com ela a necessidade de amar-te em detrimento dos dias. O que antes era um amorzinho de crepúsculo na varanda do apartamento regado à café e Baudelaire hoje são espasmos descomunais de nossoas necessidades mais interiores: aquela coisa vampiresca de possuirmos e permitir que sejamos usados pela possessão. Vim aqui, como estou e podes ver, para encerrar o ciclo que inciamos desde que conhecemos o encantamento maior de corpos e almas, dizem-no amor, não sei. Claro que nossas pernas são cordas desafinadas do violão, nossos neurônios, mas até mesmo guitarras velhas têm seu orgulho de ser; tocaremos baixinho, portanto, no meu corpo e no seu, os prelúdios clássicos necessários para entendermos nossos versos desconexos. Depois são só dias, algum ensaio sobre o tempo . . . &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-4651063447058529657?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/4651063447058529657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/07/memorias-tristonhas-do-fim-da-estacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/4651063447058529657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/4651063447058529657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/07/memorias-tristonhas-do-fim-da-estacao.html' title='Memórias tristonhas do fim da estação.'/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-8675490543321016979</id><published>2009-07-22T16:25:00.000-07:00</published><updated>2009-07-23T09:57:37.501-07:00</updated><title type='text'>Maças Torradas.</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Acho que é cheiro de janeiro ou junho ou agosto ou lavanda. Na verdade, pode ser cheiro de muitas coisas, acontece que a chuva modifica a essência dos materias ( às vezes da visão, o que deve explicar minhas paranóias ópticas). Só sei que de uma das vidraças a vi andando com passos rápidos por entre as árvores do jardim, tão rápidos que, por um momento, pensei que fossem compassados em ritmo de tango argentino: &lt;em&gt;passo, respira, seduz, passo. &lt;/em&gt;E talvez de fato fosse; nós, europeus, nunca sabemos ao certo o balanço corporal latino. Junto aos passos vieram folhas e pó - consequência de uma casa extensa que reflete o fim do outono nas pessoas: a vida despencando lenta do topo dos arbustos, deixa cair, deixa estar -. Vê-la ali, encandescente pelo prisma das gotículas de água, foi como reviver nossos velhos tempos e hábitos e amores; quando tudo ainda era simples e o mundo era um tratado polido e político. Mas o quê o tempo não faz, não é? Depois de longos anos de murmúrio ainda somos as mesmas velharias tentando nos encaixar em peitos jovens, onde sangue é amor que escorre, corre, transcorre e vive me transbordando involuntário por aí. E ela atravessa, enfim, o caminho e sai da minha visão. Passa como uma memória nostálgica; passa e continua passando - o primeiro verbo no sentido de ir e o segundo no sentido nem de ir ou vir, é permanecer. Quase um verbo de ligação. É isso: coisa que me liga às reminiscências e permanece como meu estado esterno de ser. &lt;em&gt;Amor, em ti permanceço. &lt;/em&gt;E o cheiro, ah, o cheiro...&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;são maças torradas.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ps. Inspiração no blog da Karla e na própria, é claro.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a onclick="_linkInterstitial('http://karla-ribeiro.blogspot.com/'); return false;" href="javascript:void(0);" target="_blank"&gt;http://karla-ribeiro.blogspot.com/&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-8675490543321016979?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/8675490543321016979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/07/macas-torradas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/8675490543321016979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/8675490543321016979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/07/macas-torradas.html' title='Maças Torradas.'/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-7385136898665743546</id><published>2009-07-21T07:57:00.001-07:00</published><updated>2009-07-22T09:16:31.841-07:00</updated><title type='text'>Sobre o noturno, o taciturno e as brisas quentes de verão.</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Que as ocultas forças da natureza me expliquem, então, pois a física de partículas já não se dá conta de que maior que moléculas está a a interação astral que há em mim: essa coisa toda de sol e lua, como quando nos damos conta da interdependência e multidisciplinareidade do cosmo, da existência do mal em detrimento do bem e da existência do profano em favor - de certo modo - do que é sagrado e puro, ou ainda da presença do para sempre que, de tão sempre que é, cansa às vistas de nós, mortais. E ao perguntar o motivo do eterno nó nas víceras, ouço uma voz me responder que é culpa da constância ( de presença, de tempo, de vínculos ) a que estamos submetidos por quaisquer coisas que nos forem maiores e mais profundas, como o destino, esse vocábulo que sempre se faz útil quando se precisa culpar o mundo pelos dias que nos escorrem pelos dedos e se esvaem. Só sei que mão segurando os ponteiros é a mesma que os acelera, assim como a mente que esquece é a mesma das nossas usuais reminiscências. Por fim, nos resta a rima: arte de combinar sonora dor e amor, opostos em si mesmo, complementos de si mesmos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-7385136898665743546?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/7385136898665743546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/07/sobre-o-noturno-o-taciturno-e-as-brisas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/7385136898665743546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/7385136898665743546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/07/sobre-o-noturno-o-taciturno-e-as-brisas.html' title='Sobre o noturno, o taciturno e as brisas quentes de verão.'/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-5373065258693192425</id><published>2009-07-21T07:00:00.000-07:00</published><updated>2010-04-03T09:49:15.982-07:00</updated><title type='text'>fluorescência, fluência, flúido.</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de longos anos - mas que vez ou outra parecem singelos dias - ainda não consigo ler você. Por algum tempo pensei lidar com uma variação complexa de código binário, mas a relação entre o aceso e o apagado é tão simples se comparada ao seus sinais não sei se gregos, persas ou aramaicos. Sinais de corpo, quero dizer: o movimento rotativo dos cabelos ao vento e o perfume que flui pelas ondas formadas de pele sobreposta à pele; E, depois que te interpreto assim, sensorial, sei que por detrás da linguagem há o senso, o tato e o cheiro que me fazem poliglota em suas línguas, só suas e minhas, aquela mais antiga, universal, amor, que vem do nosso magnetismo astral, da nossa coisa-toda-que-não-sabemos-o-quê. Somos um estudo de física moderna, amor. Somos ambos versos de Lenine. Fazemos parte dos logaritmos, do grupo de equações que ninguém sabe resolver. E somos felizes assim, incompreensíveis em meio ao nosso bem compreendido direito de nunca entender.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-5373065258693192425?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/5373065258693192425/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/07/fluorescencia-fluencia-fluido.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/5373065258693192425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/5373065258693192425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/07/fluorescencia-fluencia-fluido.html' title='fluorescência, fluência, flúido.'/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-1238690569324997117</id><published>2009-07-19T19:21:00.000-07:00</published><updated>2009-07-25T13:54:55.947-07:00</updated><title type='text'>Monólogo do ego.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Somos todos atores. Você são todos platéia. Nós mentimos, vocês aplaudem. Aplaudem até mesmo quando nos disfarçamos por detrás de nós mesmos: quando somos o objeto de estudo e apreciação - ou depreciação, claro. Somos mestres em fingir que somos. Fingimos saber de tudo para esconder que sabemos nada, bem, nada além de fingir. Ora sou bobo-da-corte e ora sou a corte inteira, sem cortes, ao vivo. Ora interpreto o vento e ora ele me interpreta com zumbidos. Enquando houver quem aplauda fracassados, muito merda, merda para nós.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-1238690569324997117?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/1238690569324997117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/07/monologo-do-ego.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/1238690569324997117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/1238690569324997117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/07/monologo-do-ego.html' title='Monólogo do ego.'/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-1028640213605812874</id><published>2009-07-13T15:05:00.000-07:00</published><updated>2009-07-13T15:07:05.934-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt;Tudo flui, meu bem&lt;/i&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Deixa essa taquicardia bater&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Morra de amor, amor, morra de tanto querer.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-1028640213605812874?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/1028640213605812874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/07/tudo-flui-meu-bem-deixa-essa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/1028640213605812874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/1028640213605812874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/07/tudo-flui-meu-bem-deixa-essa.html' title=''/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-963425663553157671</id><published>2009-07-12T16:24:00.000-07:00</published><updated>2009-07-12T16:41:55.747-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Descobri, enfim, o quê quero de mim em você: penetração. Dos seus portos ( e poros ), de suas multifacetadas almas,de suas pernas. Me permita ir além de seus cabelos na superfície da nuca, me deixa entrar e preencher você de sêmen-amor. Não tenho mais pouca intensidade de um vento que entra sorrateiro pela janela entreaberta do quarto escuro; hoje estou mais pra tempestade que brisa de verão. Me deixa possuir-te, então. Possessão, possessão, beber-te e uivar pra lua. Possessão, possessão, coisa barroca e infame. Possessão, possessão, poder, amor, ação. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-963425663553157671?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/963425663553157671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/07/descobri-enfim-o-que-quero-de-mim-em.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/963425663553157671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/963425663553157671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/07/descobri-enfim-o-que-quero-de-mim-em.html' title=''/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-3100666198119389015</id><published>2009-07-11T18:04:00.000-07:00</published><updated>2009-07-12T11:37:29.083-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;vou aceitando assim essas suas esmolas de amor, seu pozinho de estrela que cai no meu ombro cada vez que você brilha. Me acostumei - embora demorado - ao seu jeito de se desdobrar lento e desenrolar em flor, assim como me antecipei ao curto espaço de tempo até que suas folhas cedam ao Outono que vem e te leva seca no chão, embora não me dê ao luxo de amar um amor sazonal; sou uma brisa, portanto, que é quente e fria. Que passa pelo inverno só pra ver o teu verão chegar e me aquecer os braços. E então quando fores a noite ao invés do dia serei o mar que obedece a lua. Quando o sol brilhar, enfim, serei o calor da nossa aurora.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-3100666198119389015?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/3100666198119389015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/07/vou-aceitando-assim-essas-suas-esmolas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/3100666198119389015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/3100666198119389015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/07/vou-aceitando-assim-essas-suas-esmolas.html' title=''/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-5526800385581837625</id><published>2009-07-11T17:24:00.001-07:00</published><updated>2009-07-24T16:22:17.524-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;.... amo-te mais quando vens de longe e me abraças e dizes que ainda pensas em mim, que não esquecestes do meu corpo, do meu hálito quente, do meu cabelo confunso e escuro, da minha barba mal feita de menino emburrado com o mundo, das minhas mãos que suam em pressentir o teu toque pela segunda, terceira, milésima vez desde que te viram, te tocaram, te leram as entrelinhas da boca e do pescoço macio. Queria tirar-te o ar, agora, como tiras o meu, sempre; escreveria sem vírgulas, se pudesse, para obrigar-te a lembrar o que não é ter fôlego de tanto amor. Faz da tua existência essa semente fértil que vinga breve e me traz leve nossa melodia de ninar. Lembra dos nossos tempos e afasta esses tormentos de memórias sem fim. Lembra de mim, de mim, enfim, me beija. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-5526800385581837625?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/5526800385581837625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/07/blog-post_11.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/5526800385581837625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/5526800385581837625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/07/blog-post_11.html' title=''/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-4341077116751761402</id><published>2009-07-09T12:21:00.001-07:00</published><updated>2009-07-10T14:29:14.859-07:00</updated><title type='text'>Chapter four, this is about feeling.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;[ skies are changing on shades of gray above the green garden]&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Molly, with his watering eyes turned on his thin body and said :&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Dear, i just want to save you. Cannot you see?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Paul, with all his ' full - of - himself " way to think, said:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- It is really very kind of you but not, i just do not want to be saved. You know, men like me used to get so much more proud with the age. We used to think we do not need anyone else but ourselves, too. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Paul, this is getting ridiculous! I´ve been the only one in your whole life alowed to know and change everything when i decide things had gone too far. I am so sorry, but this time they´d gone.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Oh My God, you are so worried about all. Ok, i am just a little bit tired but i am sure it does not mean i am becoming insane or whatever. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- You´ve changed since she has gone. I know you are not the same friend when 'once upon time then suddenly i knew'. Look, bad things used to change good people, so you should not blame yourself for everything - or everybody - that happens or drives out of your control.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Sometimes i think i should know. How could i not know? Living with her day after, sleeping together with my head felling his head . . . &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- It is not your fault if there are secrets beneath what we all call heart. She was sick but seeing you hurt was the worst hurt. The real hurt, you know? &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Felling pain is better than nothing at all, they say.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- And what do you say ?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- I say i miss her so.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- I think missing is a kinda love.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- I think loving is a kinda missing.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Look, once again we will survive.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;-&lt;/em&gt; swimming, swimming, once again i can see the sun even without love.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;What?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- What what?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Dunno. I just think you are ... drunk by all. By Vivian´s death, by repressed feelings, by tic tac from clock. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Time is irreversible. Do not you think i had done somenthing if i could? I still blaming myself even when i had arrested hands. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Life goes on.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Yes, but times go on, too. Missing goes on, too. Empty spaces go on, too. Whatever you like it. Whatever I can handle it.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- I am not asking you to leave it all behind; your past, your days. But living like you were made up by old feelings is not the best way you can find to go ahead.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Past says me " come closer, come closer "&lt;br /&gt;- You say to past "stay away, stay away " . Look at me: an old woman tired of his job. Look at you, young as a child knowing for the first time what people used to call hard life. How is the feeling?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Real ... hard. I´ve never thought it was like this. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Like what?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Like this, i mean, so heavy.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- I know. You try it in so many different ways, it is not you?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- so many . . . &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Have you ever found a best way?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Still looking for.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Is this good?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- This is just . . .&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Hard.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Yes.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- You´ll see. Maybe tomorrrow you see . . .&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- No, no. Maybe tomorrow i am the same. If there is something i´ve learned all these days is good things may come or no. Love may come or no. But we must be the same.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;[ skies are changing on shades of blue above the sea ] &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;OBSERVAÇÃO:&lt;/strong&gt; Esses " capítulos" são trechos, na verdade, de algum mini romance que quero escrever. Portanto, alguns fazem sentindo, outros não. A medida que a inspiração der as caras, vou terminando-os.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-4341077116751761402?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/4341077116751761402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/07/chapter-four-that-is-about-feeling.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/4341077116751761402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/4341077116751761402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/07/chapter-four-that-is-about-feeling.html' title='Chapter four, this is about feeling.'/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-6394069996938888009</id><published>2009-07-09T10:37:00.000-07:00</published><updated>2009-07-09T11:04:45.268-07:00</updated><title type='text'>Aspectos - e espectros - de luz.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Calma, amor. Só foi um erro, uma transgressão, um deslize.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nada de Carla acreditar.Por mais que eu me explicasse e tropeçasse nas palavras, a expressão de suor lânguido percorria seu pescoço como uma navalha.O clima da casa estava tenso e a respiração, mais densa que o ar, fazia meu peito estremecer.Cada passo, de cada lembrança, de cada degrau da escada.Tudo tão histórico e cheio de pó. As malas estão feitas e agora é só o cumprimento do ritual: a troca de olhares, a conversa de superfície e a batida na porta que dá ideia de fim. Depois disso, o vácuo vai consumir e os espaços vazios vão voltar.Só não me lembro ao certo se um dia eles foram preenchidos por completo.Você sabe, essa coisa de falha de justaposição é antiga e as rachaduras vão de um lado à outro da parede. Mas se for como leio nos livros, logo, logo vai passar.Nas primeiras noites, choro.Na semana seguinte, raiva.No próximo mês, frieza.Depois disso, só a saudadezinha que fica na boca com gosto amargo do café matinal.Claro que na prática vai ser difícil.Veja bem, logo eu que sempre gostei mais dos sentimentos das pessoas do que das pessoas em si, mas tem a coisa de pele, o toque e o cheiro que não saem com baldes de água fria.Acordar sem o mau humor normal e o travesseiro quente de orelhas... é desapego.Hoje quando acordei estava frio, como previ.O ar-condicionado e a falta de calor humano contribuíam pra que eu voltasse à cama e sonhasse aquele tipo de sonho onde se tira os pés do chão e voa com a liberdade de uma criança.Além do mais são só aspectos da continuidade da vida.O tempo não para, não para não. Esquecera de mudar o horário do despertador, que toca bem no momento em que talvez começasse o vislumbre de algo bom. Meio assustado, me levantei, e ainda desnorteado, abri a janela.Ilusão ou não, vi um céu lindo, sem uma nuvem sequer.Fiquei espantado, muito embora já fosse final de outono, e o céu tardiamente já deveria estar assim.De repente, uma felicidade estranha começou a forçar um sorriso, mesmo que tímido, de canto de boca.Talvez aquela fosse a primeira vez que consegui ver o azul de um plano maior sem me preocupar com o cinza de tudo em minha volta.Sabia que as flores do meu jardim têm perfume? E as árvores campesinas têm corações com juras de amor? Mas só agora descobri, porque antes o quarto era o mundo, mas quando perdi o pedaço de mim, mundo mesmo é só a brisa lá fora e o sol que bate na janela formando espectros de luz...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-6394069996938888009?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/6394069996938888009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/07/aspectos-e-espectros-de-luz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/6394069996938888009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/6394069996938888009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/07/aspectos-e-espectros-de-luz.html' title='Aspectos - e espectros - de luz.'/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-5058316775180606947</id><published>2009-07-08T14:23:00.000-07:00</published><updated>2009-07-08T15:01:17.510-07:00</updated><title type='text'>Blues.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;As flores secaram naquela manhã de julho, meu amor&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;hoje quem rega o jardim é orvalho em flor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pra viver de poesia, boêmia e dor&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;amor é pra quem pode, meu bem, amor é licor&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dos nossos casos entre A Lapa e Paris&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;sou de terra seca, amor, você é chão de giz&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;o compasso vai assim, sem compasso algum&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;esperando algum passo, só mais um passo . . . &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Me embalo sóbrio sobre um frevo&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;ou um trevo de minha sorte a Deus dará&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Você é sempre uma bossa nova que não sei,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;que não tenho,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;que não paro de ensaiar&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E vamos assim, sem nome, sem cor&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;quadros brancos no meio do Masp&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;pedindo desenho, pedindo sentido&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;arte abstrata,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;é amor, meu amor&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;é tom de amor .&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-5058316775180606947?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/5058316775180606947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/07/as-flores-secaram-naquela-manha-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/5058316775180606947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/5058316775180606947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/07/as-flores-secaram-naquela-manha-de.html' title='Blues.'/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-7733434637211206354</id><published>2009-07-02T12:55:00.000-07:00</published><updated>2009-12-28T10:03:44.042-08:00</updated><title type='text'>Eclipse</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#0000EE;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Meu repertório está ficando pequeno demais. Já não sei falar de outra coisa além desse fluído magnético e verde que vai crescendo junto comigo, o amor. Também antecipo que não há mais espaço em mim sem que derrame pelos móveis da sala. Confesso, tenho tentado entender a crise na política e os efeitos catastróficos na economia mundial, ou ainda o clima , mas simplesmente não sei mais como me desligar do amor. O vocabulário diminui em número e se tornou piegas: sentimento, dor, feeling, pain. Por algum tempo pensei - talvez prefira assim - que tudo isso veio de mim; não seria a primeira vez que eu crio meus mundos de fluídos paralelos e unilaterais, mas não. Dessa vez as forças da natureza estão interagindo no que chamo eclipse. " É tempo de a lua contrapor o sol, meu menino ", eu ouvia. "&lt;em&gt;Mas o sol não transpõe as nuvens, &lt;/em&gt;meu amor." E quem ganha, por fim? Quem acalma a agita as marés ou quem controla as brisas do verão? Diziamos ( no caso, a terra e eu) :&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;- sol: quando o inverno chega o encanto da lua se torna maior, não é?&lt;br /&gt;- terra: talvez um pouco mais do que eu queira ou possa lidar.&lt;br /&gt;- sol: me sinto diferente também. Talvez eu me saia inteiro com um equinócio, mas com um solstício, não sei . . .&lt;br /&gt;- terra: os seus raios ainda tocam em mim, mon petit soleil. Mas é que às vezes precisamos dos raios da noite também.&lt;br /&gt;- sol: entendo.&lt;br /&gt;- terra: entende?&lt;br /&gt;- sol: entendo.&lt;br /&gt;- terra: e então?&lt;br /&gt;- sol: então o quê?&lt;br /&gt;- terra: as forças da natureza continuarão em harmonia como sempre estiveram?&lt;br /&gt;- sol: não sei. Vez ou outra aparecem furações, não é? É o temperamento natural de todas as coisas.&lt;br /&gt;- terra: para mim sempre haverá sol, mesmo que transposto pelas nuvens.&lt;br /&gt;- sol: sempre existirei em mim, mesmo sem brilhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;houve, portanto, um eclipse. Duas forças que se entrelaçam e disputam o cosmo; o amor é o fluído magnético e espesso e o sol, uma massa dourada que se perdeu dispersa na escuridão da noite. Faísca, fáisa. Cansado, insiste em brilhar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-7733434637211206354?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/7733434637211206354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/07/eclipse.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/7733434637211206354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/7733434637211206354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/07/eclipse.html' title='Eclipse'/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-4789249557219657483</id><published>2009-06-25T16:44:00.000-07:00</published><updated>2009-06-26T14:37:48.911-07:00</updated><title type='text'>ATO II - Alice.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;As cortinas se fecharam por um um instante. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[Fechar de olhos - respiração semicerrada - abrir de olhos]&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela estava lá sob a meia luz de um teatro decadente e empoeirado. 30 segundos era o tempo que eu tinha de encontrá-la humana e tangível; era quando a atriz não era mais atriz. Em 30 segundos eu a tomei no braço direito ( o lado mais forte, seguro ) e susurrei em seu ouvido nossos 30 anos estampados em linhas de expressão:&lt;br /&gt;- Escute, só escute. Não temos muito tempo, nunca tivemos. Não entendo o porquê de desistires tão fácil dos nossos atos. Eu não tinha um roteiro e ainda sou muito simples de ler. Você nunca precisou me decorar nem ensaiar : íamos assim, sem ensaio, no improviso. Decore suas falas. Ensaie esse seu sotaque de bordel. Finja de dentro para fora que gosta de ser assim, superficial de pele. Volte para o palco e viva algum amor alheio: alheio a mim, alheio a você. Mas não se esqueça que ... 28, 29, 30. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[Cortinas Abertas - olhos marejados - palmas. Alice tremia, mas não estava escrito ]&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;emoção, emoção, emoção.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;isso é teatro, meu bem. Faz parte desse show.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-4789249557219657483?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/4789249557219657483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/06/ato-ii-alice.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/4789249557219657483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/4789249557219657483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/06/ato-ii-alice.html' title='ATO II - Alice.'/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-7073423220558769543</id><published>2009-06-22T08:03:00.000-07:00</published><updated>2009-06-26T06:14:24.375-07:00</updated><title type='text'>Clarice, é você?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Deixa essa chuva passar, Clarice. Deixa a maresia que te escorre os cabelos escorrer-te o corpo também. Deixa ser. Deixa estar. A verdade é que você não pode, não é? Não consegue se livrar de suas chagas incômodas e necessárias. Já que não, deixa-me beijar-te os cabelos e encantar no teu ouvido qualquer trilha, imagem, Almodovar, quem sabe. Deixa-me permitir-me a ti com quem delega funções a um servo que, obediente, apenas serve. Ou deixa-me ainda amar-te com algum desespero insano que lhe agrade e mostre que amor é conversão de nossas rotas para colisão de você e mim. Portanto, deixa-me amar e entrar e sussurar-te as minhas próclises e mesóclises e ênclises. O meu enredo de Chopin. Assim como lhe permito invadir-me pra fins não científicos, mas além, transcedentais, de experimentacão sensorial e não para tese, e quando me vires abrindo os braços assim,sozinho, à meia noite, à meia luz, não te espantes em saber que essa é minha dança pagã de noites frias, de querer você bem perto, e continuarei dançando e dançando e dançando ,- alguma hora essas estrelas terão de aprender a dançar- no meu ritmo espaçado de compassos confusos, nessa melodia que nunca acompanha a letra, mas que é sempre lírica e boêmia- talvez verdade, talvez não - por tanto ter de preencher esse silêncio que fica em forma de multiplas reticências como essas ............................................................................................................................................................................................................mas que sempre rementem a mim, a minhas faltas de respostas e ao meu não compremetimento com a verdade. Minto. Minto porque aprendi que é bom para o caráter. No caso, para quem não tem. Olha, Clarice, não me venha descendo essas escadas e vindo ao meu encontro como se eu fosse feito de seda. Falando em seda, como é mesmo o nome daquele papel que quando amassa não volta mais ao normal? Ah, coração.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-7073423220558769543?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/7073423220558769543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/06/deixa-essa-chuva-passar-clarice.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/7073423220558769543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/7073423220558769543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/06/deixa-essa-chuva-passar-clarice.html' title='Clarice, é você?'/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-3905104599349179120</id><published>2009-05-31T16:38:00.000-07:00</published><updated>2009-06-26T06:14:59.130-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hoje acordei com a lembrança do seu sotaque francês arrepiando os esconderijos da minha nuca. Do seu jeitinho tímido de declamar pra mim si tu n´existe pas, ou de cantar e me encantar Myslovitz nas intermináveis manhãs frias de agosto. Às vezes sinto o teu cheiro de relance quando abro o guarda roupa e então me envade aquela lentidão nostálgica de pensamentos que não conheço como meus, mas como seus, nossos. Mesmo tão longe e dolorido ainda me atrai reviver você nessa veia que pulsa em mim e na cidade que, mesmo adormecida, ainda é barulhenta. Lembrando assim até parece que foi ontem que o mundo balançava como um brinquedo de parque e girava e girava e girava. Hoje só quem gira e o vento.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-3905104599349179120?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/3905104599349179120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/05/hoje-acordei-com-lembranca-do-seu.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/3905104599349179120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/3905104599349179120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/05/hoje-acordei-com-lembranca-do-seu.html' title=''/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-8147585585026759537</id><published>2009-05-27T11:54:00.000-07:00</published><updated>2009-12-28T10:04:50.190-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#0000EE;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chovia. Chovia como se toda a mágoa do mundo desabasse naquele momento. Lembro de não ter esquecido o som agudo dos seus sapatos descendo firmes pela escada. Sua mala cor de vinho amarrotada pelos murros que você deu para não admitir que estava levando consigo os perfumes franceses que eu lhe dei tomava para si todo o pó desses longos dias de amor unilateral. Decerto sentirei tua falta. Manterei esses corredores sempre fotossintetizantes, precisarei de ar. Não vou me incomodar com as suas peças de roupa que ficarem, mas sim em ter de reviver você a cada vez que respiro seu doce ar de lavanda que impregnou o braço do meu sofá. Por longos, intermináveis dias, vou ficar de pé entre o terceiro e quinto degrau da escada remoendo as palavras que me sairam da boca no dia em que você se foi. Levará algum tempo até que eu esqueça o jeito suave que seu cabelo reagia ao vento, ou o modo hiláro de você enxergar a vida, como se todos nós fôssemos leves e o mundo fosse um tratado de boas intenções. Até o verão de junho você ainda era a mesma menina com laços de cetin amarrados no cabelo; em agosto eu mal a conhecia. Mas que raios a fizeram mudar e arrancar de mim a segurança que os meu barcos encontravam nos seus cais e canais e curvas turvas de mistério e prazer? Me deixastes navegando sozinho pelo atlântico de possibilidades que não vejo mais em você.&lt;br /&gt;Nessas esquinas tortas que sigo e me levam para lugar algum. Nesse silencio que toca e me ensurdesse os ouvidos. Nessa reticencia que ficou e prolonga suas faltas de presença em mim.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-8147585585026759537?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/8147585585026759537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/05/chovia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/8147585585026759537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/8147585585026759537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/05/chovia.html' title=''/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-998750244041107244</id><published>2009-05-23T15:44:00.000-07:00</published><updated>2009-12-28T10:07:45.745-08:00</updated><title type='text'>Um poema com sentido nenhum.</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;Me gusta&lt;/strong&gt; mucho el cielo que te cubre, &lt;strong&gt;no me me gusta&lt;/strong&gt; el viento que te toca&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Me gustan&lt;/strong&gt; tus palabras doces, &lt;strong&gt;no me gusta&lt;/strong&gt; cuando te vas&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Me gustan&lt;/strong&gt; los días que pasamos juntos, &lt;strong&gt;no meu gusta&lt;/strong&gt; la falta que yo siento&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Me gusta mucho&lt;/strong&gt; la poesía, &lt;strong&gt;no me gusta&lt;/strong&gt; la palabra vacía&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Me gustan&lt;/strong&gt; tus besos, &lt;strong&gt;no me gusta&lt;/strong&gt; salir del lado tuyo&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Y no me gusta&lt;/strong&gt; quedarme lejos &lt;strong&gt;porque&lt;/strong&gt; yo te quiero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sentimentos sempre afloram, sejam eles em casa ou em uma aula de espanhol &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;( 23-05-2009&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; )&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-998750244041107244?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/998750244041107244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/05/el-poema-de-juan-y-escribir-sobre-tus.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/998750244041107244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/998750244041107244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/05/el-poema-de-juan-y-escribir-sobre-tus.html' title='Um poema com sentido nenhum.'/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-7530203352208559645</id><published>2009-05-20T06:55:00.000-07:00</published><updated>2009-12-28T10:08:15.190-08:00</updated><title type='text'>Cósmico.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#0000EE;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tenho de parar de ver você sempre que o vento gelado correr por debaixo da porta da sala, ou ler você nas músicas que Caetano compõe para mim, ou ainda te ouvir os passos na projeção que faço de minhas mais intimistas literaturas. Isso porque ainda não sabes a falta que me fazes no banho, quando eu costumava confundir nossos corpos naquela antigo ritual que começava nos teus olhos e se estendia ao meu pescoço diariamente ortogonal ao nó que, agora, me faz engasgar. Sei que levará tempo até que minhas palavras cheguem até você, na verdade, terão de atravessar um oceano inteito de algas e aguas turvas que desconheço por completo, mas sei também que existem maneiras ainda mais difíceis de amar você, como quando eu tentava, às vezes sério, às vezes só por diversão, reproduzir no seu ouvido cada pequeno ruído que aprendi na primeira vez que tomei o mar, ou ele me tomou, não sei. Lembro de cada coisa intransponível que doi dita, que permanece aqui, que atravessou não só o atlântico, o índico, o mar vermelho, mas também toda a imensidão cósmica capaz de nos fazer sempre ascendentes em touro e libra. Ou ainda das reticências que sempre fizeram parte de você e mim. Se lembra quando achei você caída na poeira cósmica do caminho entre Andrômeda e Lyra? Não sei bem de que estrela você nasceu, mas achei você, a peguei nos braços e a fui levando sem rumo, uma vez que eu também havia caído quando ninguem estava lá para mostrar-me a direção de Ara, Apus ou Auriga. Fui andando só. Mas agora eu tenho você, não tenho, minha Lyra, minha estrela dos olhos? Podemos fugir para Cassiopeia: dizem que lá é quente e, caso queira, posso cuidar de cada ferida que a queda causou; posso te abraçar e rodopiar apontando para o céu e te mostrar de que imensidão pedi você e te levar para longe e depois voltar e não saber onde ir porque os pés não obedecem a um comando neural e continuar assim, nessa indecisão entre céu e mar, entre as minhas duas opções que se resumem a você e a cada outra parte que o seu corpo me oferece assim, tão cósmico.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-7530203352208559645?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/7530203352208559645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/05/tenho-de-parar-de-ver-voce-sempre-que-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/7530203352208559645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/7530203352208559645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/05/tenho-de-parar-de-ver-voce-sempre-que-o.html' title='Cósmico.'/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-7523836184174346043</id><published>2009-05-10T14:32:00.000-07:00</published><updated>2009-12-28T10:08:39.530-08:00</updated><title type='text'>Não.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#0000EE;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div&gt;Eu não vou mais querer que você cuide de mim. O seu cuidar é estranho. É o deixar de muita gente. Não me peça mais uma segunda chance: cansei de multiplicar fração até achar número inteiro; não se aproxime, não insinue abraço, não finja quando sabe que eu não vou acreditar. Não minta que me ama, dizendo que me precisa para sair de um poço que você mesmo se jogou; desde o princípio você sabia que para me achar em outros braços ( nos mesmos braços ) precisaria primeiro me ter, mas eu nunca senti você aqui. Eu sentia seu cheiro, suas mãos, sua língua, mas nunca você. Não vou perguntar o que eu fiz porque terei nojo de ouvir você relatar numa fala previamente decorada o que você pensa ser a culpa disso tudo. Ao longo dos anos a sua aliteração de justificativas tirou o brilho do que sonhei para nós dois. Às vezes eu perguntava com uma cara cínica só para rir de você e achar que eu sou mesmo muito inteligente; com um tempo percebi que não era inteligência coisa nenhuma: meu cérebro já havia treinado meu coração para o mesmo moleque mimado, com as mesmas respostas vazias, com os mesmo erros de pontuação propositais para eu achar que estava nervoso e, portanto, arrependido. Hoje acho graça da preocupação que eu tinha em fazer tudo certo, porque achava que o amor pedia algum grau de ética, mas você me provou na prática que era tudo mentira. Estória pra garotas românticas dormirem, não é? É. &lt;strong&gt;Não se trata de que eu tenha confiado pouco demais. Meu erro foi confiar demais. Não estou preparado para isso, não posso me dar ao luxo de confiar novamente. Eis um dos males da miopia : achar tudo profundo – eis o traço mais inconveniente. Faz com que forcemos a vista o tempo todo e, no final, encontra-se mais do que se poderia desejar. Eu deveria ter me tornado um eu antes de querer me tornar em nós. E como dizia Camelo,''eu ando em frente por sentir vontade, caminho em frente sem sentir saudade.’’&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Por que você não pôde simplesmente ir embora sem melar seus pés com tinta de tecido? Não sabe que isso iria sujar a minha pele quando eu tivesse de deitar sob os rastros que você deixou? Lágrimas com tinta não formam aquarela, meu bem, mancham o chão. Dessa vez vai ser uma despedida mais rápida e definitiva.Não que alguma despedida seja agradável, mas como diz James Morisson, " you can´t play on broken strings", pois sem a palheta meu corpo fica nu aos cortes que você causou. Ainda dói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps.: A parte em negrito foi escrita pela minha melhor amiga do mundo todo, Nayanni E.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-7523836184174346043?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/7523836184174346043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/05/nao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/7523836184174346043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/7523836184174346043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/05/nao.html' title='Não.'/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-5938619099455655890</id><published>2009-04-12T15:27:00.000-07:00</published><updated>2009-12-28T10:09:32.090-08:00</updated><title type='text'>Por dizer...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#551A8B;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Por dizer que minto o mito da metade do inteiro que eu sinto e só, deveras só, que vôo ao vão de suas asas e me perco em mergulhos de vento veloses, de vultos vulgares; por dizer a filosofia do infinito de assuntos de bares e sextas à noite, de amantes e amigos de sol e de beijos; por dizer que eu nunca te amei e por mentir, negligenciar as partes de mim que há em você. O seu coração, suponho, bate pelos anseios que eu tinha, e o sangue, ah, o sangue... são as minhas almas que têm sede de ti, uma sede translouca de abastecer o frio que o seu calor me dá, os arrepios que as suas brisas causam nos pêlos de da minha nuca.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Odeio esse seu jeito de me deixar sem jeito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Odeio essas migalhas que ficaram em mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-5938619099455655890?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/5938619099455655890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/04/por-dizer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/5938619099455655890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/5938619099455655890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/04/por-dizer.html' title='Por dizer...'/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-2114873868525814235</id><published>2009-04-10T15:53:00.000-07:00</published><updated>2009-12-28T06:10:23.863-08:00</updated><title type='text'>Fragmento I</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;Vou dizer-te o quando sinto&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;quando o silêncio dos meus lábios tocar o seu&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;e vou cantar a sinfonia &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;daqueles que perdem a voz de tanto amor;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Não cansarei da maresia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;que a sua voz me provoca;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;é como as ondas que vão e vem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;aqui, ali, acolá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Não perderei o bril de cantar o teu canto&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;enquanto o encanto das suas sereias&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;me invadem à praia e hipnotizam;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Não me envergonharei em dizer da minha fraqueza de homem:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;seus lábios, pele e poesia são a janela&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;desse precipício do qual me joguei&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;sem corda,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;pára-quedas,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;guarda-chuva,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;sem nada. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-2114873868525814235?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/2114873868525814235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/04/sem-amor-so-politica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/2114873868525814235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/2114873868525814235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/04/sem-amor-so-politica.html' title='Fragmento I'/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-8431231911417438725</id><published>2009-04-10T13:00:00.000-07:00</published><updated>2009-12-28T10:10:24.251-08:00</updated><title type='text'>Mentalize, mas nem tanto.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#0000EE;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Ela tinha fome de mundo, eu via. Enquanto todas as outras mostravam o novo balanço no movimento dos fios de cabelo, ela queria saber sobre o movimento da terra e dos atros, os do cosmo, não os da minissérie na Tv. Ela tinha a sede da ciência, dos mecanismos fantátiscos que, de alguma forma, faziam a engrenagem desse mundo funcionar. Ainda me encanta, sabia? Aquele seu jeito de se impressionar com o corriqueiro sempre me lembrava de que a 'única coisa de que precisamos para nos tornarmos bons filósofos é a capacidade de nos admirarmos com as coisas ' ; seus olhos eram como que os de uma criança descobrindo as nuvens e os dedos da mão. Nunca era superficial... era tão profundo e filosófico, ao mesmo tempo que tão simples e envolvente. Ela, definivamente, não pertencia a essa mundo: era do tipo de pessoa que acreditava ferrenhamente no socialismo de Marx e Engels, na Reforma Agrária, na Paz entre as Nações; ela tinha uma sede da ONU escondida dentro de si, mas que deixava transbordar e todo mundo via. Era taxada de 'a utópica' pelos socio-nazistas, mas e daí? Era só a minha menina carregando os séculos da História nas costas...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Sinto saudades dela, principalmente quando lembro que ela nunca existiu. Bem, fisicamente falando, não, mas, sim, a inventei para dar vida própria às idéias que tenho; idéias tão medonhas que me obrigam a soltá-las. O pior de tudo é o medo que sinto de essa criação se voltar contra o criador, no caso, eu. Agora, por exemplo, ela me olha como quem quer alguma coisa; agora se aproxima com passos lentos e cheios de ritmo, tango, talvez; meu Deus, agora mostra toda a fome com a qual eu a criei:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;O que fazer agora, com esses seus olhos tão famintos me devorando o corpo assim?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Isso mostra que eu sou de fora para dentro, e de dentro, para mais dentro ainda. Me alimento da minha própria poesia, boemia...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;corpo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-8431231911417438725?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/8431231911417438725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/04/ela-tinha-fome-de-mundo-eu-via.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/8431231911417438725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/8431231911417438725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/04/ela-tinha-fome-de-mundo-eu-via.html' title='Mentalize, mas nem tanto.'/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-5139770311104600878</id><published>2009-04-02T11:56:00.000-07:00</published><updated>2009-07-24T16:25:51.679-07:00</updated><title type='text'>Desco[nexo] de Poesia.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/SdUWH-R1rcI/AAAAAAAAAUQ/31cmW259W8A/s1600-h/ATgAAAAPEAjA5zr9oXHDLbZZEI5_65Hh_RMXsadg1Uu8CkMsc7prOoGR1cz2m2zq75OExqnosl5Y6UcaDkSBSuLqWwTgAJtU9VBAO1GTyILsMLGsuXISel5FLrnEfA[1].jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;[ ao som da inquietude ]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;I&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;PROCURO PENSAR, &lt;/strong&gt;mas não me sinto na obrigação de conseguir; escrevo pela libertação do instransponível, da liberdade, da sabedoria. Não me incomoda sentar em qualquer lugar e as idéias não virem; sou adepto da máxima do "Relaxa, baby, e deixar fluir". Ainda há pouco me sentei diante desta tela com a intenção de escrever algo, qualquer verso que seja, mas cá estou: escrevendo sobre como não conseguir escrever, usando da metalinguítica para explicar a palavra pela palavra, a ausência pela falta de presença, o que dá no mesmo. Aos poucos, creio, essa coisa que nós, mortais, chamados de inspiração, virá. Não tenho pressa e nem certeza, uma vez que acredito nas letras que transcrevo como fruto da minha própria inquietude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[ ao som do piano ]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;II&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;PROCURO SER INTENSO, &lt;/strong&gt;não me agradam eufemismos; gosto da hipérbole que rege as coisas fortes que vejo e sinto. Falo de amor porque me agrada, assim como falo de tantas outras coisas pela simples experiência onírica de algo empírico : mas não foi. É imaginação, são sextos, sétimos e oitavos sentidos que me apropriam.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;III&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;PROCURO ENTENDER O QUE ESCREVO&lt;/strong&gt;, mas não é garantia. Me atraem rítmos e justaposição de palavras; não preciso fazer sentido, preciso apenas inventar algum.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;IV&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;PROCURO SER POETA,&lt;/strong&gt; e, quando consigo&lt;strong&gt;,&lt;/strong&gt; me preencho dos versos que fiz. Leio, releio, e me pergunto onde tais palavras se escondem, uma vez que de vez em quando custo a encontrá-las. Mas, quando vêem, se organizam :&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;[ ao som do silêncio ]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;" sou suas vozes mudas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;a profundidade da sua própria superfície&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;sou os lugares que você não foi&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;e o horizonte inteiro,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;sou esse silêncio que toca "&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-5139770311104600878?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/5139770311104600878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/04/desconexo-de-poesia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/5139770311104600878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/5139770311104600878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/04/desconexo-de-poesia.html' title='Desco[nexo] de Poesia.'/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-3604775325392540262</id><published>2009-03-25T06:45:00.001-07:00</published><updated>2009-07-24T16:26:29.921-07:00</updated><title type='text'>Cantiga de Amigo.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Eu poderia começar com mais um dos meus vários clichês, mas hoje não; hoje começo meu monólogo dizendo que não preciso mais de você.Não como ontem. Não como um dia precisei. Acontece que depois que é percebido o vão que se estabelece entre os meus desejos e os seus domínios, vem o estado vegeral, daí se aprende a fazer fotossíntese por sobrevivência, para, sobretudo, ter autonomia na respiração, uma vez que o oxigênio será fruto do "trabalho", e não mais da sua piedade, esperanças, reconciliações. Digo isso porque hoje estou sóbrio, lúcido. Porque enfim consegui tirar de mim o efeito do seu êxtase, das suas morfinas, dos seus feitiços e promessas. Hoje me olho por mim, e não por você. Hoje minhas pernas caminham pela incerteza de não saber, e não pela certeza de conhecer os seus truques e trejeitos de me reciclar.&lt;br /&gt;Tenho de confessar isso agora, e não depois de agora, como o amanhã. Afinal, enquanto escrevo estou só e frio. mas amanhã tem a companhia e o calor dos seus olhos me dizendo pela décima vez que tudo vai dar certo, me fazendo cair pela décima vez no mesmo poço, na sua tentativa de inibir meus instintos de sanidade e segurança que me dizem para seguir para qualquer caminho desde que seja contrário ao seu, que explicitam as nossas naturezas opostas... mas não há jeito : mais cedo ou mais tarde vai ser posta em prática essa teoria imunda da atração de cargas. Eu, positivo, com meus melhoramentos de caráter. Você, quem dera eu que fosse negativa, para me subtrair a força de repulsão, mas não; você é neutra. Quando eu der por por mim, seremos um núcleo. Quando eu der por mim, vamos validar a Dalton : seremos indivisíveis, indestrutíveis. Quando eu der por mim estarei sonhando de novo, como agora, tomando o seu lugar nos planos que são meus, só meus, egoístas e puramente individuais, dos quais você não participa por negligenciar as partes de mim que há em você, e esconder por soba sua postura intacta as memórias de abraços, beijos e recomeços.&lt;br /&gt;Queria eu ser como você, de pedra, mas, felizmente ou não, sou feito das expectativas que me consomem, como a vontade louca de amar você pela simples justificativa de amar o seu jeito bobo de sorrir, de gostar da sua maneira descontraída de levar os assuntos sérios... parece até que o mundo é simples, que somos feitos de seda...&lt;br /&gt;Não sei ao certo se me arrependo de tudo o que foi dito e vivido. Às vezes me canso só em pensar no vocabulário piegas que tive de aprender para compensar a sua mímica de mãos e símbolos. Mas nem me impressiona : eu sempre fui letras, você sempre foi símbolos. Vez ou outra me percebo lembrando com saudade, algo que se mistura com nostalgia e culpa, carregada de reflexões existencias que nunca revelam a existência de nada, na verdade, nada além das nossas cicatrizes. Mas o importante é que agora estou sóbrio. Hoje eu não lembro mais, nem sinto mais, nem preciso mais...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Hoje sou por mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Só hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps. O nome do texto foi inspirado nas lembranças que tenho de minhas aulas de literatura : trovadorismo. Na verdade, as palavras são minhas, mas os sentimentos são de outra pessoa, por isso é Cantiga de Amigo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-3604775325392540262?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/3604775325392540262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/03/cantiga-de-amigo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/3604775325392540262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/3604775325392540262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/03/cantiga-de-amigo.html' title='Cantiga de Amigo.'/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-4201978302347759597</id><published>2009-03-22T07:47:00.000-07:00</published><updated>2009-08-08T07:38:07.839-07:00</updated><title type='text'>Ensaio de um diálogo, monólogo</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/ScaBAzxR89I/AAAAAAAAASQ/nFVhBC-2A-g/s1600-h/ATgAAACcd4s6OGaONwdrMjSo6nRPx-WoAgn6t2SvCcpINGaeNCW5rt4Qs-V-H7khqGyLT2urjlXgbXvIoFrXqCafcQA_AJtU9VAArNUZMBBc7gYGDE4WLZpAutc0NQ[1].jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;[ silêncio ]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acontece que o perfume das suas roupas que ficaram já não me faz bem. Na verdade, há muito tempo o cheiro doce da lavanda não me causa a mesma sensação de quando tínhamos outra idade, em outro tempo, em outra dimensão de expectativas, anseios e prazeres. Agora veja você onde fomos parar... na mesma sala em que tudo começou, tentando decidir o jeito menos doloroso de terminar algo que se entrelaça entre sua vida e a minha, entre as suas respirações e as minhas taquicardias, entre os seus preconceitos e as minhas libertações femininas, masculinas, corporais. Tenho certeza que seria melhor se cada um saisse daqui e seguisse seu rumo, mas quem me dera se fosse fácil tirar das gavetas o pó dos nossos ombros e do passado sobre eles e colocar na mala e levar embora; mas ainda temos essa coisa que chamo de cicatriz eterna que, por ser eterna, vai nos marcar por onde quer que formos, tendo rumo ou não. Se bem que que nesses útlimos anos já me acostumei com a sua falta de costume, com suas palavras inseguras, tremidas e semicerradas que nunca saem no tom que julgo suficiente para me penetrar e se confundir com meus poros ásperos dos dias e meses. Sua presença sempre foi minha ausência permitida e masoquista. Seus olhares sempre me foram espelhos embaçados. Seus beijos nunca passaram dos oceanos que me afogaram com lembranças e sal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[ passos pela escada, olhares ]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esse é o adeus, não é?&lt;br /&gt;- Você quer que seja o adeus?&lt;br /&gt;- Não. Eu queria o seu céu, as suas brisas, os seus frios para me vestir do direito de te abraçar.&lt;br /&gt;- Há o direito.&lt;br /&gt;- E a réplica.&lt;br /&gt;- E o amor?&lt;br /&gt;- O amor, as noites, as brisas, os pensamentos...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;- Mas onde foram parar essas pontes que construiu, construi, construímos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;- Se eu soubesse realmente os caminhos por onde a vida nos levou, certamente isso aqui estaria sendo mais fácil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;- Mas você não sente?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;- Sinto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;- É forte?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;- Não ao ponto de não me permitir a vida, mas o suficiente para me privar de boa parte dela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;- Vamos viver, não é?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;- Sobreviver, eu diria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;- Quase vidas não são vidas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;- Quase, seja lá o que for, nunca é muita coisa, sempre é nada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-4201978302347759597?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/4201978302347759597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/03/silencio-acontece-que-o-perfume-das.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/4201978302347759597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/4201978302347759597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/03/silencio-acontece-que-o-perfume-das.html' title='Ensaio de um diálogo, monólogo'/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-8043366136860869993</id><published>2009-03-15T08:04:00.000-07:00</published><updated>2009-08-08T07:37:52.191-07:00</updated><title type='text'>Qu´ est-ce que signifie 'fenêtre' ?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/Sb0lWlOmomI/AAAAAAAAASI/S3PguAcPQu8/s1600-h/ATgAAAAChVB4tVhj4MXwRGp6lfKtkWW-UmQSgIExlVPyRPl6NUZUDKn25Zh4ZYkFCpGWR9sZeX3Kyqv6DxjuSiHGtQEPAJtU9VB966SdveunCox5yHL8zdXQcxheRQ[1].jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Suas línguas me embriagam, as línguas que me provam e as línguas que você aprendeu. O sotaque do seu francês sussurrando no meu maxiliar e aquecendo a minha mandíbula cheia de palavras ensaiadas que não saem, cheia de dicionários que você traduz na simultaneidade entre a fala e a falta de ar. Eu me lembro das noites de março quando você passava pela porta e me fazia questionar se havia realmente uma porta, ou uma janela, ou qualquer coisa em que se possa atravessar para entrar em outra, como se houvessem mundos paralelos que, na verdade, coexistissem entre você e mim, seu corpo e o meu, sua boca e meu sangue. O pior de tudo é a sede que a sua ausência alimenta, causando a reticente abstinência de presença e toque. Certo que aí na França a poesia a embebeda e não tens tempo para sentir saudades das noites em que passamos olhando o modo como a lua se perdia atrás das serras cariocas, mas será que as antigas fotografias de duas crianças amarelas correndo na areia da praia não te lembram algo déjà vu, nostálgico? Claro que o fato de lembrar vagamente não corresponde às minhas expectativas de lembrar com saudade, lembrar com desejo, lembrar com fome, mas já seria alguma coisa fechar os olhos e procurar em suas vidas passadas o que restou da minha vida, remexer os seus flagelos e feridas, evitar a torpor a sair debaixo dos pingos de chuva, ou do temporal inteiro, com o único objetivo de molhar-se por completo, sem medo de esvoaçar os cabelos e borrar a pintura feita com tanto esmero. Queria eu não escrever sobre você. Queria eu ter continuado a vida no mesmo ponto onde parou. Queria eu ter a força de vontade para &lt;strong&gt;defenestrar&lt;/strong&gt; você dos meus sentidos, principalmente do meu aguçado paladar que ainda tem o seu gosto, agora, enfim, amargo dos dias. Daí vem toda a inspiração desse verbo, dessa atitude, dessa corajoso vocábulo que nomeia a ação de jogar pela janela coisas, sentimentos, por quê não? Então, sabendo disso ou não, em um dado momento você irá perguntar para o seu novo amor, Pierre, francês, o que é defenestrar. Ele provavelmente dirá que é algo relacionado a &lt;strong&gt;fenêtre&lt;/strong&gt;, janela. Mas eu, eu diria que é mais. Diria que foi o suicídio, foi o auto flagelo de me jogar pela janela quando eu era a janela. Então, agora, lhe sobraram portas marfins e alguma poesia que deixei no armário. E a mim, cacos... de vidro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Inspiração&lt;/strong&gt; : aula de francês, samedi, la 14 Mars 2009.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-8043366136860869993?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/8043366136860869993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/03/que-est-ce-que-signifie-fenetre.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/8043366136860869993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/8043366136860869993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/03/que-est-ce-que-signifie-fenetre.html' title='Qu´ est-ce que signifie &apos;fenêtre&apos; ?'/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-7797003718933420514</id><published>2009-02-18T19:17:00.000-08:00</published><updated>2009-08-08T07:37:18.071-07:00</updated><title type='text'>Ensaio sobre o que já foi.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/SZzPghVEa6I/AAAAAAAAAI0/r9ehLCbBcj8/s1600-h/ATgAAACIZQpmlmQ_npWsrT0qeJk3_C2njiYZUPI4ZUIrLGragyCdITqovrJemdv5faZezycDSwQLeq8r7li5e-TnERHwAJtU9VDqxw35p8kcCBK7IpV5M6xjohQJLg[1].jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Pedi para ela me mostrar o mundo, sorri para ela me fazer feliz, senti saudades dela quando fui dormir, tudo dela, para ela, com ela.E sem ela é nada, é vácuo.As sensações de falta não fazem mais sentido e os copos de água não possuem mais as marcas de batom.Os corredores da casa são monótonos e não tenho mais a impressão de ouvir passos pela escada.Só me recordo mesmo das manhãs em que ela me acordava com beijos na testa e dizendo que o café estava pronto, ou quando ela me pedia opinião entre boleros e tomara que caia.Não entendia nada e dizia que tudo ficava bem, porque era coisa de pele, de cheiro, era profundo.Mas agora, profundo mesmo é só o poço que ela deixou, nos armários que não têm mais os vestidos de festa.Só sobra o rastro de perfume, nas gravatas que ela puxava em noites de prazer.Olho pro relógio e as horas não passam, os ponteiros se contorcem como se me provocassem a tomar atitudes transloucas.De fumar, beber e ouvir músicas eu já tentei de tudo, e nada adianta quando o tempo só não passa com você.Ah, vai saber explicar, pois quanto mais vivo e procuro me apoiar, mais vejo que coisas são descartáveis, e feridas e machucados também.Fruto de imaginações férteis como a sua, como a minha.E dessas ilusões, só me aproveito de algumas, que são aquelas que ainda me fazem bem, como as qualidades que eu penso ter, ou os defeitos que sustentam meu edifício inteiro.Do resto, eu abro mão, até mesmo dos eu te amo, que escondem sob um aspecto de lucidez, um extremo de loucura ,de insanidade mental.Espantoso mesmo é acumular, seja lá o que for.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;Iago de Morais :]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-7797003718933420514?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/7797003718933420514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/02/blog-post_18.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/7797003718933420514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/7797003718933420514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/02/blog-post_18.html' title='Ensaio sobre o que já foi.'/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-2315372650944934299</id><published>2009-02-18T19:04:00.000-08:00</published><updated>2009-08-08T07:37:36.110-07:00</updated><title type='text'>As coisas que pensei e nunca disse.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/SZzMzeBN0jI/AAAAAAAAAIo/nOpwVxnSQeI/s1600-h/ATgAAAAEMY4aWF0hAUoQG3ilVzHTd3UcFpDXN0UNLsdd3w-pdK845nxqA1rTlOTw6540N0XwXSlSey0v8tbQ6ThEcbgHAJtU9VAsIIMiXX5VYPN9tro8mh-18Cx8tg[1].jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Ontem eu fiz poesia e palavras para comer e cuspir.Estava lembrando que deveras não tenha sido amor, só foi um gostinho bom de canela na boca, e deveras não tenha sido paixão, foi apenas pimenta diluída em muito gelo e dois dedos de água. Li um artigo que dizia a maneira correta de escrever uma carta à quem se ama, e achei curioso numa parte que falava sobre não esperar recíproca nas coisas que se faz, nas atitudes que se tem.Conclui que a resposta pode vir com outra carta, ou quem sabe com um frio, ou até com um ‘silenciozinho mudo, agudo e prolongado’.O comum nos relacionamentos é sempre esperar do outro a iniciativa, o próximo passo. Mas o que fazer quando os próximos passos são sempre trêmulos, inconstantes e dispersos? Daí se percebe que por mais que você passe grande parte da vida usando gesso e talas para correção dos pés, uma hora tem que se acostumar com a displicência e incorreção dos passos, caso não tenha mais jeito.Suponhamos que sem acostume.Você vive razoavelmente bem, porém inseguro e temoroso em não correr, pular e muito menos em arriscar-se em quaisquer bruscos movimentos que sejam maiores que as pernas.E seus olhos vão brilhas pelo que nem chegou a ser.Agora suponhamos que não se acostume e tente constantemente sarar-se da ‘não-firmeza’ dos pés: você vive com adrenalina nas veias, no lugar de sangue, porém, acumulando cicatrizes das corridas, dos pulos e dos bruscos movimentos que tentou-se arriscar, e seus olhos vão brilhar pelo que já foi.O fato é que sempre se volta pra casa querendo ser de alguém.Às vezes o ‘alguém’ está lá.Às vezes é só a cama e meia dúzia de sonhos.Daí se você encontrar o ‘alguém’, beije-o e abrace-o. Caso contrário, poupe os sonhos e vá dormir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;Iago de Morais :]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-2315372650944934299?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/2315372650944934299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/02/ontem-eu-fiz-poesia-e-palavras-para.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/2315372650944934299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/2315372650944934299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/02/ontem-eu-fiz-poesia-e-palavras-para.html' title='As coisas que pensei e nunca disse.'/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7675245460598833918.post-7609907252042469876</id><published>2009-01-09T15:31:00.000-08:00</published><updated>2009-08-07T09:12:48.636-07:00</updated><title type='text'>Metáforas hiperbólicas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Esses dias andam mesmo chuvosos, e não é só aquela chuva que te escorre os cabelos quando sai do trabalho; É mais profundo, intenso. É aquela coisa deveras déjá vú: dentro, fora. É tudo aquilo que te obriga a fazer poesia em dia de sábado às 4:30 da manhã, ou sei lá, na terça-feira, enquanto passa a propaganda eleitoral. Mas hoje é sexta, e cá estou : tentando descobrir como parar de, aos poucos, enlouquecer com pergutas clichês, eternamente reticentes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Bem, só sei que amor não é. Amor não arde : é merthiolate, morfina; isso aqui é bezetacil. Amor é banho de chuva; isso aqui é banheira de hidromassagem. Amor é todo sujo de chocolate derretido, remexido de dedos em panela de alumínio; isso aqui é etiqueta, guardanapo, Glória Kalil. Amor é sextas e sábados à noite; isso aqui é seguda-feira de manhã. Amor é parada cardíaca e falta de ar; isso aqui é taquicardia e bocejo. Amor é despedassar-se edifício a baixo, garganta a baixo; isso aqui é fazer cócegas enquanto sobe. Portanto, não é amor. É a doença mental citada por platão. É um delírio tão sóbrio que nem me dá náuseas. É essa saúde que, no máximo, me deixa de cama. É um projeto de amor&lt;strong&gt;&amp;amp;&lt;/strong&gt;amor, e não de amor&lt;strong&gt;&amp;amp;&lt;/strong&gt;ódio, amor&lt;strong&gt;&amp;amp;&lt;/strong&gt;sexo, amor&lt;strong&gt;&amp;amp;&lt;/strong&gt;loucura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Isso aqui ainda é fácil demais, claro demais. Se fosse amor seria escuro e embaçado - o que me lembra o mistério quase erótico que a noite tem- . Se fosse amor seria Rita Lee, Fernanda Young. Afinal, cansei desse funk, desses versos mudos de boca costurada, dessa leitura em cd room. Amor é a carta de Pedro Vaz de Caminha, é um livro inteiro que cansa às vistas. Amor é relógio barato que sempre te deixa parado - e pairando- no tempo. É esse perfume de 24 horas que se passa a cada 5 minutos. É um pacote de alimento não perecível que venceu e você ainda come. É a frebre de 40 graus. É o acidente grave que lhe paralisou o cérebro. É um tratado de metáforas hiperbólicas. Amor é sempre extremo. Não gosta - ou não conheceu- o eufemismo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aquilo era amor.Isso aqui é loucura&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Iago de Morais :]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7675245460598833918-7609907252042469876?l=gotasdeprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/feeds/7609907252042469876/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/01/metforas-hiperblicas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/7609907252042469876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7675245460598833918/posts/default/7609907252042469876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gotasdeprosa.blogspot.com/2009/01/metforas-hiperblicas.html' title='Metáforas hiperbólicas'/><author><name>:)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04068599426114079691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zB4Wkx5S5OU/S_k9b8yKJfI/AAAAAAAAA9k/e3Pyc6ZCuK4/S220/Juicete+142.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
